LA NATURALEZA JURÍDICA DE LOS CRÉDITOS DE CARBONO BAJO LA LEY 15.042/2024
DOI:
https://doi.org/10.46901/revistadadpu.i25.p169-194Palabras clave:
Créditos de carbono, Natureza jurídica, Lei n.º 15.042/2024, Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, Externalidades ambientaisResumen
El cambio climático es una realidad apremiante que afecta a todo el planeta. En este contexto, el Mercado de Carbono surge como un mecanismo destinado a enfrentar las alteraciones climáticas, recientemente regulado en Brasil por la Ley n.º 15.042/2024. Esta legislación innovó el ordenamiento jurídico al definir la naturaleza jurídica de los créditos de carbono, que hasta entonces permanecía indefinida. Mediante una investigación descriptiva y cualitativa, que utilizó el método deductivo y las técnicas bibliográfica y documental, este estudio identifica cómo dicha norma estructuró la naturaleza jurídica de los créditos de carbono. Se examinó la evolución del derecho ambiental en Brasil y en el mundo, así como los debates teóricos entre Pigou y Coase que sustentan el Mercado de Carbono y su incorporación al ordenamiento jurídico brasileño. El estudio concluye que la naturaleza jurídica de los créditos de carbono puede variar según su uso: pueden ser considerados valores mobiliarios cuando se negocian en los mercados financiero y de capitales, o frutos civiles en el caso de los créditos forestales provenientes de la reforestación o de la preservación. Sin embargo, la legislación guarda silencio respecto de los créditos provenientes de programas REDD+. Además, la clasificación de los créditos forestales como frutos civiles suscita dudas sobre su eficacia real para mitigar el cambio climático, ya que puede generar una falsa impresión de cancelación total de las emisiones de gases de efecto invernadero, cuando en realidad solo ocurre un desplazamiento geográfico de dichas emisiones.
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