Direito e mudanças climáticas na perspectiva de gênero e da promoção dos direitos humanos

Autores/as

  • Alice Bianchini

DOI:

https://doi.org/10.46901/revistadadpu.i25.p53-72

Palabras clave:

Mudanças climáticas, Gênero, Direitos humanos, Justiça climática, Litigância climática

Resumen

O presente artigo analisa a relação entre mudanças climáticas, gênero e direitos humanos a partir de uma perspectiva jurídico-constitucional, feminista e interseccional. Parte-se da compreensão de que a emergência climática não constitui apenas problema ambiental, mas fenômeno político, econômico e jurídico que aprofunda desigualdades estruturais historicamente produzidas. Busca-se demonstrar que mulheres — especialmente mulheres negras, indígenas, periféricas e rurais — sofrem impactos climáticos desproporcionais, exigindo respostas estatais orientadas pela justiça climática e pela igualdade material. O trabalho menciona o marco normativo internacional e nacional, incluindo o Acordo de Paris, a Convenção CEDAW e as Recomendações Gerais 37 e 39 do seu Comitê, a Constituição Federal de 1988 e os recentes instrumentos brasileiros voltados à transversalização de gênero nas políticas climáticas. Conclui-se que a incorporação da perspectiva de gênero nas políticas climáticas constitui exigência jurídica derivada dos direitos fundamentais, dos tratados internacionais de direitos humanos e do dever estatal de proteção ambiental.

Biografía del autor/a

Alice Bianchini

Doutora em Direito Penal, conselheira do CNDM, Presidenta da ABMCJ Nacional e referência em capacitação sobre Lei Maria da Penha e gênero. Ministra cursos de capacitação para profissionais do direito sobre práticas da Lei Maria da Penha, perspectiva de gênero e violência contra mulheres.

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Publicado

25-06-2026

Cómo citar

Bianchini, A. . (2026). Direito e mudanças climáticas na perspectiva de gênero e da promoção dos direitos humanos. Revista Da Defensoria Pública Da União, 25(25), 53-72. https://doi.org/10.46901/revistadadpu.i25.p53-72